Ciclo da Páscoa

1 - A exemplo do Ciclo do Natal, o Ciclo da Páscoa é constituído também de três momentos em sua estrutura celebrativa: a Quaresma, como preparação penitencial para Páscoa; o Tríduo Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor, como celebração solene e seu núcleo vital; e o Tempo Pascal, como prolongamento da Páscoa. Vejamos então um pouco de cada momento.

 

QUARESMA

 

2 - Chamado, liturgicamente, de tempo de preparação penitencial para a Páscoa, a Quaresma, a exemplo também do Advento, tem dois momentos distintos: o primeiro vai da Quarta-Feira de Cinzas até o Domingo de Ramos e da Paixão, e o segundo, como preparação imediata, vai do Domingo de Ramos até o início da missa da Ceia do Senhor exclusive, quando se encerra então o tempo quaresmal.

 

3 - O tempo da Quaresma é tempo privilegiado na vida da Igreja. É tempo forte, no sentido litúrgico, chamando-nos à conversão e mudança de vida. Sua palavra-chave é "metanóia", palavra grega, que significa conversão. Nesse tempo se registram os grandes exercícios quaresmais: a prática da caridade e as obras de misericórdia. O jejum, a esmola e a oração são exercícios bíblicos até hoje recomendáveis, na imitação da espiritualidade judaica. Dentro do espírito quaresmal, no Brasil realiza-se a Campanha da Fraternidade, com sua proposta concreta de ajuda aos irmãos, focalizando sempre um tema da vida social.

 

4 - Não nos esqueçamos ainda de que a Quaresma sempre foi e continua sendo um tempo de tomada de  consciência batismal, tanto na preparação dos catecúmenos, que na Vigília Pascal geralmente recebem o Batismo, seja para todos os fiéis que, na mesma Vigília, renovam suas promessas batismais, como culminância dos exercícios quaresmais. No mesmo sentido batismal, deve-se também na Quaresma ser reforçada a consciência do espírito de reconciliação, por meio sobretudo do sacramento próprio. 

 

5 - Seis são os domingos da Quaresma, sendo o sexto já o Domingo de Ramos. Como se viu no Advento, também a Quaresma tem o seu domingo da alegria, o quarto, chamado "Laetare", em que se pode usar a cor rósea na Liturgia. Sendo a Quaresma tempo privilegiado, nela não se celebra a Memória dos santos, a não ser como “memória facultativa”, obedecidas as normas litúrgicas. Nos Domingos da Quaresma, as Festas são omitidas, e as Solenidades são antecipadas ou transferidas.

 

6 - A palavra "Quaresma" vem do latim "quadragésima", isto é, "quarenta", e está ligada a acontecimentos bíblicos, que dizem respeito à história da salvação: jejum de Moisés no Monte Sinai, caminhada de Elias para o Monte Horeb, caminhada do povo de Israel pelo deserto, jejum de Cristo no deserto etc..

 

TRÍDUO PASCAL DA PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO DO SENHOR

 

7 - O Tríduo Pascal é o centro não só da Páscoa, mas também de toda a vida da Igreja. Na liturgia ocupa o primeiro lugar em ordem de grandeza, não havendo, pois, nenhuma outra celebração que se possa colocar em seu nível. É portanto o cume da liturgia e de todo o acontecimento da redenção. Por isso, deveria estar mais presente, como tema, em toda catequese e ser objeto de interiorização nos encontros eclesiais.

 

8 - Começa o Tríduo Pascal na Quinta-Feira Santa, na missa vespertina, chamada "Ceia do Senhor", tem seu centro na Vigília Pascal do Sábado Santo e encerra-se com a missa vespertina do Domingo da Páscoa. O Tríduo Pascal não é - diga-se - um tríduo que nos prepara para o Domingo da Páscoa, mas um tríduo celebrativo do Mistério Pascal de Cristo, que culmina no domingo, "Dia do Senhor". Trata-se, pois, de uma única celebração, em três momentos distintos.

 

9 - Na Liturgia, a centralidade dinâmica do Tríduo Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor explica-se por trazer ele tanto o sinal profético da Quinta-Feira Santa, com os gestos e as lições do Cenáculo, como também o acontecimento fundante do Calvário, na tarde da Sexta-Feira Santa, seguido da ressurreição do Senhor, na manhã luminosa do Domingo da Páscoa. Na verdade, a essência pascal da ressurreição é que faz da Eucaristia - Memorial do Senhor -  celebração, pois, de caráter sacramental, isto é, canal de graça e de força salvífica. Saibamos então que a Liturgia, dado o seu caráter sacramental, não só torna presentes  na celebração eucarística todos os gestos e acontecimentos do Cenáculo e do Calvário, mas também faz da Eucaristia, teologicamente, a Páscoa perene do Senhor Ressuscitado, como também a nossa. Se tivesse eu de elaborar uma síntese mais simples do que aqui se afirma, diria, citando São Paulo (cf. 1Cor 15,14), que sem a ressurreição de Cristo vazia seria toda a pregação apostólica, como vã, vazia e sem sentido seria também a nossa fé cristã. Estaríamos ainda acorrentados nos "Egitos" do mundo, submetidos aos seus faraós e presos aos grilhões do pecado e da morte.

 

10 - Prosseguindo nas considerações litúrgicas, devemos dizer que se aplica sobretudo ao Domingo da Páscoa tudo o que se disse sobre o domingo, como fundamento do Ano Litúrgico. E mais: o Domingo da Páscoa deve ser visto, celebrado e vivido como o "domingo dos domingos", dia, pois, sagrado por excelência. Se todos os domingos do ano já têm primazia fundamental sobre todos os outros dias, o Domingo da Páscoa destaca-se ainda mais pela sua notoriedade cristã, dada a sua relação teológica com o Senhor Ressuscitado (Kyrios). Uma observação: os textos litúrgicos das celebrações pascais, como também reflexões talvez mais claras e objetivas encontram-se no menu “Semana Santa”.

 

11 - Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II somente duas celebrações na Igreja mantêm a "Oitava", isto é, um prolongamento festivo da celebração principal por oito dias, durante os quais a liturgia se volta com o caráter festivo da Solenidade central. As duas Oitavas são, pois, do Natal e da Páscoa. Especialmente na Oitava da Páscoa não é permitida qualquer outra celebração.

 

12 - Considerando o que acima foi exposto, vejamos já então o que acontece no Ciclo da Páscoa quando o grau da celebração for Solenidade: se cair em domingo da Quaresma, ela é transferida para a segunda-feira, e se cair na Semana Santa, se for a de São José, a Solenidade é antecipada para o sábado que antecede o Domingo de Ramos; e se for a da Anunciação do Senhor, então esta é transferida para a segunda-feira depois da Oitava pascal. A Oitava da Páscoa vai, assim, do Domingo da Páscoa ao domingo seguinte, este, chamado antes “domingo in albis”, em que os novos batizados depunham suas vestes brancas. Por decreto da Congregação do Culto e da Disciplina dos Sacramentos, de 23 de maio de 2000, o segundo Domingo da Páscoa passou a chamar-se também “Domingo da Divina Misericórdia”.

 

TEMPO PASCAL

 

13 - O tempo litúrgico que vai do Domingo da Páscoa ao Domingo de Pentecostes chama-se Tempo Pascal, um período de cinquenta dias, nos quais brilha intensamente a luz do mistério da Páscoa, na alegria do Senhor ressuscitado. Podemos dizer que a frase típica do Tempo Pascal poderia ser: “Aleluia! O Senhor ressuscitou verdadeiramente. Aleluia!” (cf. Lc 24,34; At 3,14-15). Segundo Santo Atanásio (citado pelas Normas Universais  -  NUALC n. 22), o Tempo Pascal deve ser celebrado como um "grande domingo", ou seja, um domingo com duração de cinquenta dias. Na mesma espiritualidade de Atanásio, podemos dizer, Santo Agostinho vai ensinar que o domingo da Páscoa deve ser considerado e celebrado como o “domingo dos domingos”.

 

Considerações sobre a Liturgia do Tempo Pascal

 

14 - Como podemos observar, é sobretudo no Tempo Pascal que a liturgia canta com mais vivacidade o Aleluia da ressurreição, e a aclamação aleluiática acontece também nos ritos de despedida, tanto da missa como da Liturgia das Horas, nessa ainda presente tanto nos responsórios como nas antífonas.  Na liturgia, o Círio Pascal é aceso, como símbolo do Senhor ressuscitado, não só nos domingos, mas também em todos os dias de semana. Seu lugar mais apropriado no espaço celebrativo é próximo ao ambão. Tais anotações litúrgicas mostram o caráter festivo que a Igreja quer dar ao Tempo Pascal, como tempo vivo de páscoa, pondo em prática, diríamos, o ensinamento patrístico acima referido. Além disso, segundo as Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, os dias de semana depois da Solenidade da Ascensão do Senhor até o sábado antes de Pentecostes inclusive, servem como preparação para a vinda do Espírito Santo Paráclito. 

 

15 - Acentuando “mais fortemente a unidade do tempo pascal”, os domingos do Tempo Pascal, antes chamados de “Domingos depois da Páscoa”, são chamados agora, pela reforma litúrgica, de "Domingos da Páscoa", com a identificação de 2º, 3º etc.. São sete tais domingos e, no sétimo, no Brasil se celebra a Solenidade da Ascensão do Senhor. Como se vê, a Páscoa tem um prolongamento imediato, nos oito dias seguintes, na chamada Oitava, onde não acontece nenhuma outra celebração, e um prolongamento mais extenso, indo até à Solenidade de Pentecostes, esta celebrada no domingo seguinte ao da Ascensão do Senhor, mas sem a marca de 8º Domingo da Páscoa, como ficou explicado nas notas do Gráfico do Ano Litúrgico. No Tempo Pascal, após a Oitava da Páscoa, outras celebrações não são omitidas.

 

16 - Saibamos também que o Tempo Pascal, na liturgia, é fortemente marcado pela espiritualidade joanina, por ser o Evangelho de João considerado como “Evangelho pascal”. Assim, aos domingos, com exceção do da Ascensão, o Evangelho é de João, como será de João o dos dias de semana, exceto em alguns dias da Oitava da Páscoa, notando-se também que o Evangelho de João já vinha sendo lido desde a quarta semana da Quaresma, nos dias de semana. Além disso, para todos os domingos do Tempo Pascal, a segunda leitura será: para o ano A, a predominância de 1Pd; para o ano B, a predominância de 1Jo; e para o ano C, a predominância do Apocalipse. Já a primeira leitura do Tempo Pascal é sempre dos Atos dos Apóstolos, confirmando o antigo uso então afirmado por São João Crisóstomo e por Santo Agostinho, e isto se observa tanto para aos domingos como para os dias de semana.

 

17 - Podemos dizer que, usando o livro dos Atos dos Apóstolos na primeira leitura do Tempo Pascal, a Igreja proclama e ouve a história de si mesma nos seus primórdios, não tanto em sentido simplesmente histórico, mas como elemento vital para a sua própria evangelização e contínua edificação. Assim, liturgicamente, podemos notar que na Liturgia da Palavra da Vigília Pascal,  após a sétima leitura do Antigo Testamento, este tempo antigo entra em silêncio, cedendo lugar à própria história da Igreja. pro, cedendo lugar igo entra em silna Vig  Além do Tríduo Pascal, que é a celebração principal da Páscoa, duas outras Solenidades marcam também o Tempo Pascal. São elas a Ascensão do Senhor e Pentecostes. Vejamo-las separadamente:

 

Solenidade da Ascensão do Senhor

 

18 - No Brasil, é o domingo que celebra a subida do Senhor ao céu, quarenta dias após a ressurreição, segundo a indicação de Lucas (cf. At 1,3). A data certa da Solenidade seria na quinta-feira precedente, mas, como no Brasil não é feriado, transferiu-se então tal comemoração para o domingo seguinte, ocupando, pois, tal Solenidade o lugar do 7º Domingo da Páscoa. Deste, porém, podem ser tomadas as leituras no sexto domingo, quando pastoralmente for conveniente. “Os dias de semana depois da Ascensão até o sábado antes de Pentecostes inclusive, servem de preparação para a vinda do Espírito Santo Paráclito” (cf. NUALC n. 26). Além disso, a semana que vai da Ascensão a Pentecostes é de Oração pela Unidade dos Cristãos.

 

Solenidade de Pentecostes

 

19 - Pentecostes, no Antigo Testamento, era uma festa agrícola, Festa das Semanas, estas em número de sete, acrescentando-se a elas mais um dia, o quinquagésimo (cf. Lv 23,16), recebendo então a festa também o nome de Pentecostes, como se vê em Tb 2,1. Sabe-se que, na antiguidade, o primeiro e o último dia de um período de tempo eram contados como um só dia.

 

20 - Sabemos que a Festa de Pentecostes, no sentido judaico,  era celebrada no templo, com diversos sacrifícios (cf. Lv 23,15-21). Isso acontecia sete semanas após a colheita do trigo, como ação de graças pela colheita. Posteriormente, ela ganhou também sentido simbólico, com marca histórica, pois foi relacionada com o evento salvífico central da aliança antiga, ou seja, a proclamação da lei no monte Sinai. Segundo At 2,1-13, foi nesse dia, em Jerusalém, que se verificou a efusão do Espírito Santo, em dimensão, porém, de universalidade, dado o simbolismo das línguas e dos vários povos presentes.

 

21 - Para nós, cristãos, Pentecostes ganha novo sentido e, na liturgia, é o coroamento de todo o Ciclo da Páscoa, numa Solenidade que celebramos após cinquenta dias da ressurreição, isto acontecendo na Igreja desde o século II. Pentecostes marca, pois, o início solene da vida da Igreja (cf. At 2,1-41), não o seu nascimento, uma vez que este se dá, misteriosamente, na Sexta-Feira Santa, do lado do Cristo Crucificado, como sua Esposa Imaculada. Podemos dizer que “a Páscoa é a imolação e glorificação de Cristo, e o Pentecostes é a sua exaltação como Kyrios pela Igreja, plena do seu Espírito”.

 

22 - Como já foi dito, Pentecostes coroa a obra da redenção, pois nela Cristo cumpre a promessa feita aos apóstolos, segundo a qual ele enviaria o Espírito Santo Consolador, para os confirmar e os fortalecer na missão apostólica. Assim, “quem doa o Espírito é o Senhor glorificado”, o que nos permite afirmar e confessar, com maior fidelidade à teologia do Espírito, que ele é Dom que o Ressuscitado faz à sua Igreja. A vinda do Espírito Santo, no episódio bíblico de At 2,1-4, deve então ser entendida também em dimensão eclesiológica (cf. SC n. 6), ou seja, o Espírito vem e manifesta a Igreja ao mundo como sinal perene da salvação e como templo vivo do mesmo Espírito. É correto afirmar que, se no Ciclo do Natal a Solenidade da Epifania manifesta o Senhor como o Salvador de todos os povos e nações, na Solenidade de Pentecostes o Espírito Santo revela aos povos e nações a Igreja como o sinal visível de Cristo, seu Corpo Místico e referencial da mesma salvação.

 

23 - Como sabemos, a partir do missal de Paulo VI Pentecostes é celebrada como “festa pascal”, na unidade do mistério cristão, e não simplesmente como festa comemorativa da descida do Espírito Santo, como era celebrada desde o século VII, o que a tinha tornado festa independente, inclusive com Oitava. Mesmo hoje é provável que exista ainda resquício da compreensão antiga, principalmente em certos movimentos de inspiração carismática. O importante, porém, é saber que o encerramento da Páscoa se dá com a efusão do Espírito Santo, que leva ao cumprimento pleno o Mistério Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor, revelando assim a todos os povos e nações o mistério salvífico de Deus, escondido desde os séculos e desde as gerações, mas agora manifestado na culminância do amor divino (cf. Cl 1,25-26).  

João de Araújo

 

 

 

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